O futebol que driblou o sujeito e emplacou o objeto


RAMIREZ, F.
O FUTEBOL QUE DRIBLOU O SUJEITO E EMPLACOU O OBJETO
In: COZAC, J. R. L. Com a Cabeça na ponta da chuteira: ensaios sobre a psicologia do esporte. São Paulo: Annablume, 2003. pp 57-71.

“De fato, o futebol brasileiro tem de tudo, menos seu psicanalista. Cuida-se da integridade das canelas, mas ninguém se lembra de preservar a saúde interior, o delicadíssimo equilíbrio emocional do jogador. E no entanto, vamos e venhamos: já é tempo de atribuir-se ao craque uma alma, que talvez seja precária, talvez perecível, mas que é incontestável.”
(Nelson Rodrigues)

Nelson Rodrigues, no período considerado como sendo a “época de ouro” do futebol brasileiro, em uma de suas crônicas anuncia que o atleta tem uma alma que deve ser levada em consideração. O fato é que existe uma alma distinta do corpo, princípio de vida e considerada como um sistema de referência ou base das representações psíquicas, da ação e do comportamento. Uma alma que sente prazer ou desprazer. Que traz um sujeito dotado de um inconsciente e que, portanto, deseja. É isso que lhe dá vida, sua psique. E quando ela é ignorada, corre-se o risco de se obter um apagamento do atleta. Este então é escamoteado, fica encoberto pelos desejos da comissão técnica, dos dirigentes esportivos, da mídia e até mesmo da torcida. Desta forma, o jogador não é mais do que um indivíduo que responde às demandas de outros. Ele deixa de ser sujeito para torna-se objeto.
Também a ciência o coloca em nível de objeto, de estudo e laboratório. Nesta perspectiva, o treinamento esportivo tende a encará-lo como um ser que se encaixa nas teorias desenvolvimentistas e organicistas que privilegiam, sobretudo, em se tratando das categorias de base, o crescimento físico e a maturação. Ou, no treinamento de alto rendimento, os padrões fisiológicos e comportamentais relacionados nas preparações física, técnica e tática; onde os protocolos tendem a prender o atleta, deixando-o reduzido e à mercê de um determinado autor, teoria ou época.

É contra a esta concepção de objeto que se pretende este texto ao direcionar o deslocamento da ciência para a valorização de uma atleta sujeito, para que, enfim, possa lhe atribuir uma alma que entra em campo ao seu favor.

O Atleta Barrado

É a partir da concepção psicanalítica de Sujeito Barrado, que aqui se pretende mostrar o caminho que conduz ao apagamento do atleta na sua supervalorização enquanto objeto.

A noção de sujeito barrado, em psicanálise, remete sempre ao inconsciente, ao desejo, não ao indivíduo ou a uma pessoa completa e total, mas ao sujeito cindido pelo plano da linguagem, dividido entre o consciente e o inconsciente, castrado pela falta estrutural que o constitui, o que faz com que ele não saiba porque age de uma determinada forma ou de outra já que o seu processo de estruturação é mais amplo e não basta simplesmente saber as etapas de desenvolvimento estabelecidas para capturá-lo. Sempre haverá algo que ultrapassa o plano da teoria, que é a particularidade de cada um, histórias de vida marcadas por heranças culturais, afetivas e não apenas genéticas, anatômicas ou fisiológicas.

A barra, que o divide ao meio, representa a Lei Cultural que o organiza e que o impede, por exemplo, de matar um adversário que o agrediu durante uma partida ou de andar sem roupas pelas ruas da cidade. É esta “barra” estrutural que determina sua falha constitutiva e o impele na busca do que lhe falta, fazendo valer seu desejo e permitindo que ele seja a única razão de ser do esporte. No entanto, não é apenas à Lei Cultural que o jogador se encontra submetido. Ele também está submerso às regras da modalidade, que lhe darão um reforço à sua condição de barrado, denunciando um desejo que entra em campo para se fazer valer.

Tampouco não é só a esta condição de sujeito, desejante, que o atleta tem que responder, mas a toda uma sociedade capitalista que dita a lei maior do futebol. Quando a ciência entra em campo a seu favor, o atleta é alvo da comissão técnica, da preparação física, da medicina esportiva, da fisiologia, da biomecânica e etc. Todos detêm um saber de como transformá-lo em vencedor. E quando o jogador é alvo, objeto da forma com a qual seu corpo é tratado a partir daquilo que esperam dele, ele recebe uma outra barra além da estrutural, já não se encontra barrado, mas, cifrado.

Neste ponto é possível vendê-lo, alargá-lo, diminuí-lo enquanto sujeito, pouco lhe é permitido e seu desejo quase não é notado. O atleta sempre esteve submetido ao Outro na história do futebol e nem sempre sua condição de sujeito é, ou foi, valorizada. Ele só será reconhecido como um sujeito que deseja e que tem um jogar que lhe é característico quando deixar de ocupar, por exemplo, o lugar de quem responde às demandas estabelecidas pelos dirigentes, comissão técnica, torcida, mídia e etc.; o que nem sempre é possível.

Quando o jogador assume responder ao desejo do Outro, de onde este o coloca, ele tem sua alma escamoteada. Não há lei que o barre e ele está literalmente interditado por uma situação que acarreta no apagamento do ser-sujeito e se evidencia na ascensão de ser-objeto.
A questão que isso suscita está em torno dos lugares que o atleta assume neste sistema: de onde ele se coloca e aonde ele se deixa colocar. Verifica-se que no futebol há uma multiplicidade de relações: atleta e comissão-técnica, atleta e diretoria; atleta e clube; atleta e torcida; atleta e mídia; entre outros. Enfim, há uma rede de relacionamentos na qual cada sujeito ocupa determinada posição em relação ao outro. Nessa trama de relações evidencia-se um mal-estar: o mal-estar na civilização, o mal-estar nos laços sociais. Assim, o futebol é hoje, mais do que nunca, um produto do capitalismo com os laços sociais.

Os laços sociais

É a partir deste enfoque dado ao desejo e à alma que se pode debruçar sobre o atleta a questão das suas relações com outros. O fato é que se observa que há algo que se instrumentalisa e que permite um movimento no campo social, entre sujeitos, de maneira que um influi no outro; sendo que é o falar que os fazem ocupar uma posição no discurso.

Sob este ponto de vista, a psicanálise fornece uma opção fértil de análise e entendimento das relações entre o sujeito e o futebol, entre jogador e comissão-técnica, entre atleta e dirigente, atleta e mídia, dirigente e clube, federação e campeonato, entre um e Outro. O Outro aqui não é um semelhante, não é um outro de semblante e sim um Outro do laço submetido à estrutura discursiva que condiciona seu lugar nos diferentes discursos.

Lacan formula, em seu 17º seminário , quatro discursos que fazem laço social: o do mestre, o da universidade, o do analista e o da histérica; que correspondem, respectivamente, às práticas de governar, educar, psicanalisar e fazer desejar. Discursos que se enunciam dos lugares que correspondem ao poder, ao saber, ao objeto (causa de desejo) e ao sujeito (do inconsciente); elementos que ganham forma através das relações entre o agente, o Outro, a verdade e a produção.

Os discursos são, portanto, relações entre os lugares, por cima e por baixo de uma barra. Estas indicam que os numeradores se fundem sobre os denominadores e, simultaneamente, os recalcam ou escondem . A verdade sustenta o laço social ao mesmo tempo em que é escondida, escamoteada; o agente domina o laço social, dita-lhe o tom; o Outro é aquele a quem o discurso se dirige ou se submete, e a produção é o resultado, o efeito ou o que resta da aparelhagem do discurso.

A sustentação em quatro insiste nos discursos. Ocuparão os quatro lugares acima elucidados, quatro elementos, a serem: S1, o significante-mestre (que é a Lei maior, ou seja, nada há anterior a ele; representa o poder); S2, o saber; , o sujeito (que não pode ser completo, total, e que por isso é barrado); e a, o objeto causa de desejo (que Lacan denomina como mais-de-gozar).

Enquanto os três primeiros dizem respeito à ordem significante, ou seja, partem da relação fundamental em que um significante (S1) intervém numa bateria significante (S2) representando um sujeito ( ); o quarto elemento, designado pela letra “a”, aponta para o que escapa a tal ordem, o objeto perdido, cuja existência se sustenta como efeito de perda, embora pertença, também, ao inconsciente.

Os elementos significantes no futebol

Os discursos apresentam-se pela fala, pelo simbólico entre um e Outro posto haver uma estrutura que subsiste mesmo sem as palavras. Há uma “leitura de um certo momento histórico por ser uma espécie de matriz que permite derivar proposições e levantar hipóteses relativas às diversas situações” . Dependendo dos valores que se inscrevem, eles ganham, como diz Lacan , um quarto de giro, movimentando-se entre um e Outro.

Também as relações sociais do futebol dependem dos lugares nos quais a comissão técnica, ou os dirigentes, ou a torcida, ou a mídia e etc. se inscrevem no discurso e onde colocam, respectivamente, o atleta; sendo o inverso também verdadeiro: aonde o atleta se insere e coloca o Outro.

A comissão técnica, ou os dirigentes, ou a torcida, ou a mídia e etc., por exemplo, ora podem estar no lugar de poder (S1), ora no lugar de saber (S2), ora no lugar de sujeito ( ) e ora no lugar de objeto (a). Quando assumem o lugar de poder tem-se: um agente (a comissão técnica, ou os dirigentes, ou a torcida, ou mídia e etc.) que se relaciona com um Outro (Atleta) revelando a verdade a partir da qual se autoriza a agir, inscrevendo o que é esperado que o Outro produza. Este quadro, que se aproxima da relação feudal entre senhor e escravo tal como Hegel coloca, estrutura o que Lacan chama de “discurso do mestre” e que é sustentáculo para os outros três que fazem laço social: o do universitário, o da histérica e o do analista; e ainda para um outro que não faz laço, o do capitalista.

Em se tratando daquilo que concerne ao futebol, é pela proximidade de analogia entre senhor-escravo e técnico-atleta que as relações serão, aqui, exemplificadas. Ou seja: o técnico será o agente do discurso e o atleta aquele que pertence ao campo do Outro.

O discurso do mestre

No discurso do mestre, o técnico (S1) é a Lei maior, detém o poder. Ele acredita ser o único que sabe como chegar à vitória e que tem a receita mais adequada. Para tanto, ele se autoriza, a partir de sua subjetividade ( ), daquilo que ele acredita possuir (e ele não detém toda verdade, por isso é barrado) esperando obter do Atleta a produção de objetos de desejo (a): esquemas táticos, jogadas, dribles e passes, que o leve ao gol e, conseqüentemente, à vitória, para dela usufruir. Este discurso pode ser exemplificado quando o técnico manda e o atleta obedece. Aqui o saber (S2) está no lugar do Outro, figurando um atleta que tem suas ações determinadas a partir das demandas solicitadas. Ele aceita responder a elas enquanto o técnico, que rege o futebol em campo, desconsidera, em prol da vitória, que o jogador possui uma alma que lhe traz um caráter particular e que não tem como ser dissociada do contexto esportivo.

O discurso da universidade

Quando o técnico se autoriza das regras, da técnica, da tática para impor um saber ao atleta fazendo com que este produza um conhecimento específico ao futebol, encontra-se o discurso universitário. Tem-se, pois, o saber (S2) como agente. Um saber que está acima do significante-mestre (S1). Aqui a verdade do atleta é rejeitada em prol do mandamento de tudo saber. E, “tudo que é tratado pelo saber é considerado objeto” . É por isso que no campo do Outro, o objeto de desejo (a) encobre o sujeito ( ), que se perde. Este discurso pode ser exemplificado no momento quando o técnico convence o que as regras, as leis, têm a dizer sobre as ações realizadas pelo atleta. Há, de fato, um saber pré-estabelecido que se traduz por um maior número de jogadas bem treinadas. O técnico, de posse da prancheta, produz um atleta que conhece mas não sabe, que não cria e que pouco interage no processo, reproduz.

O discurso da histérica

Neste discurso, o técnico, enquanto sujeito ( ), se autoriza a partir do seu desejo (a), provocando o atleta, elevado à categoria de mestre (S1), a produzir um saber (S2) que se perde e entra como resultado do desejo do técnico. Este discurso pode ser exemplificado no momento quando o técnico se detém a estudar e a escrever para produzir um saber pelo outro. Aqui, a única alma de que se tem notícia é a do técnico. Este coloca o atleta não no centro, mas como resposta da prática esportiva. É, enfim, o objeto pelo qual o técnico, barrado, se vê impulsionado a agir. Ganhar ou perder depende da forma como o técnico lida com sua verdade, com seus limites.

O discurso do analista

Visto o sujeito ( ) estar na posição do Outro, neste discurso o técnico se autoriza do saber (S2) para obter do Atleta sua pura diferença, sua particularidade. É quando o técnico se anula e, ocupando o lugar de mero objeto (a), faz emergir do atleta, a lei (S1), aquilo que ele nem sabia que estava contido em si, tal como uma jogada, uma solução criativa para uma situação inesperada. Sujeito da atividade esportiva, o atleta é a única razão de ser do esporte e ocupa a posição do trabalho. É ele quem faz o jogo; é, portanto, o centro, o sujeito do futebol.

O agente, o Outro e o laço que não se faz

Observa-se que os discursos são modalidades de tratamento ao Outro, caracterizando a relação entre sujeito e objeto. O fato é que, independente do agente, colocando o atleta no campo do Outro, as relações se mantém. Nas relações de poder, como mostra o discurso do mestre, por conta da lei, o atleta é escravizado, reduzido a um gerador de objeto. Já no discurso universitário ele assume a condição de um objeto de reproduzir conhecimento; enquanto que, no discurso da histérica, é a lei sustentada pelo objeto. O único que dá lugar de sujeito ao atleta é o discurso do analista. É quando ele tem seu desejo validado e uma alma que entra em campo a seu favor.

Nos seminários que se seguem ao 17, Lacan modifica um pouco o nome dos lugares, mantendo somente um: o lugar da verdade. Os outros mudam: o agente passa a ser o semblante, o outro, o gozo, e o lugar da produção é o lugar do objeto causa de desejo.

O discurso do capitalista

Em primeiro lugar, não há qualquer relação entre o agente e o Outro – não há laço social para o que Lacan denomina de discurso do capitalista. O técnico, que faz o atleta trabalhar para si, ocupa, enquanto sujeito ( ), a posição mestra, ou seja, o lugar de agente, algo que só acontecia antes no discurso da histérica. Já o significante-mestre (S1) se dirige ao saber (S2) pondo o objeto (a) a seu serviço. Há um sujeito que se crê agente, mas que no fundo é um engano. Tanto o técnico quanto o atleta, por fazerem parte deste círculo vicioso, ficam reduzidos a um lugar de objeto que, no interior do discurso, volta ao significante-mestre (S1). O capitalismo é a maximização do lucro da divisão entre o sujeito e o Outro, pois o sujeito sempre pode sonhar tornar-se Outro, tornar-se um Ronaldinho. Nesta maximização vale tudo contanto que o atleta não se dê conta de sua posição de sujeito e continue a querer aquilo que o capitalista quer que ele queira.

A concepção de objeto denunciada pelos discursos

A corrida pela maestria esportiva, hoje, encontra-se impulsionada pela lei que regula um mercado ferozmente competitivo; sendo que é esta “lei” que dita as linhas de pesquisa científica a serem seguidas, porque é ela quem as financia; é a lei que se inscreve nos currículos dos técnicos fazendo-os aparecer como figuras do mestre moderno, quando, de fato, estão a serviço do discurso do capitalista, que constitui, como mostra Lacan, em Televisão , o discurso dominante da nossa civilização, responsável por seu mal-estar.

O discurso do capitalista, que promove um endividamento progressivo do sujeito e uma alienação crescente ao Outro do apelo comercial, multiplica objetos imaginários de desejo . Por outro lado, condicionado pelo discurso da ciência, o futebol deixa de lado a dimensão do sujeito. Não há nada no próprio futebol, nem nas bases que os sustentam, que possa deter seus avanços. Eis o outro aspecto que impele à formação de Comitês de Ética na tentativa de frear ou pelo menos canalizar o projeto científico que reduz o atleta a números, a estatísticas, a unidades de valor. Em conseqüência, o que se joga fora é o próprio sujeito.

O sujeito no Atleta Barrado

Ao se tratar o atleta como objeto, há, por um lado, um jogador assujeitado ao discurso capitalista, transformando-o num consumidor de drogas e objeto da indústria do doping, e, por outro lado, o discurso da ciência reduzindo-o a um corpo a ser melhorado em busca da maestria esportiva. No discurso do capitalista o sujeito não se dirige ao Outro a partir de nenhuma falta, como acontece no discurso da histérica. Ao contrário, ele exerce o seu domínio sobre o Outro exclusivamente a partir da sua vontade de fazê-lo trabalhar para si. O sujeito é na verdade dominado pelo objeto que esse discurso produz.

A contrapartida está no próprio atleta, na relação dialética que o discurso engendra. Numa tentativa tosca de tentar preencher a falta que o estrutura, ele se deixa seduzir pela promessa da completude e se submete ao governo do Outro, acreditando que ele se tornará Um, poderoso, inteiro, sem falta, retro-alimentando a máquina do poder. Quanto mais ele se deixa representar, mais ele se apaga como sujeito e se evidencia como objeto. As conseqüências, muitas vezes, podem ser funestas para o futebol, já que o próprio sujeito está convencido de que ele é o número Um e não mais o fulano de tal.

O fato é que não há apenas Um e Outro, como mostra os discursos que fazem laço social; nem Um ou Outro, tal qual o discurso do capitalista faz crer. Entre eles existe algo que se perde, que o sujeito não dá conta. Este algo é, então, o vértice entre o Um e o Outro. É o impulso de vida. Indubitavelmente, como diz Tostão, “existem várias tríades para entender a vida e o futebol: passado, presente e futuro; inconsciente, pré-consciente e consciente; estética, ética e razão; real, imaginário e simbólico; id, ego e superego; drible passe e gol” .

Se dentro de uma perspectiva de muitos anos, de uma linha que vai desde as categorias menores até ao futebol profissional, existe uma conduta – como mostram os discursos que fazem laço social – que leva o atleta ao seu apagamento e a uma prática sem desejo, respaldada e mantida pelo imaginário social – como mostra o discurso do capitalista; já é tempo de atribuir ao craque uma alma, de considerá-lo enquanto sujeito, pulsional, cheio de conflitos recalcados e escondidos no inconsciente. Um atleta que pode e deve dizer porque quer jogar de uma forma não de outra, sem que o mesmo fique reduzido ao sistema ou encoberto pelos desejos de outrem.

É preciso, enfim, uma vivência mais humana do futebol em que o jogador, mais que objeto, seja o centro da atividade, o sujeito; para que ele mesmo possa entrar em campo ao seu favor.

Bibliografia
BALDINO, Roberto Ribeiro. Os quatro discursos de Lacan e o Teorema Fundamental do Cálculo. In: Revista Quadrante. Lisboa, v. 6, n.2, 1996, pp. 1-24.
GONÇALVES, Luiza Helena Pinheiro. O discurso do capitalista: uma montagem em curto-circuito. São Paulo: Via Lettera, 2000.
LACAN, Jacques. O Seminário, livro 17: o avesso da psicanálise (1969-70). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992.
LACAN, Jacques. Televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1993.
QUINET, Antonio. A psiquiatria e sua ciência no discurso da contemporaneidade. In: Psicanálise e psiquiatria: controvérsias e convergências. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001, pp.13-20.
QUINET, Antonio. As novas formas do sintoma em medicina. In: Acheronta: revista de psicoanálisis y cultura, n.8, diciembre, 1998.
RODRIGUES, Nelson. Futebol: paixão nacional. In: À sombra das chuteiras imortais. São Paulo, Companhia das Letras, 1993.
TOSTÃO. Driblar, fintar e brincar. Coluna da Folha de 20 de setembro de 2001.

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