A psicanálise enquanto elemento das Ciências Desportivas


RAMIREZ, F.
A PSICANÁLISE ENQUANTO ELEMENTO DAS CIÊNCIAS DESPORTIVAS
In: Lecturas en Educación Física y Deportes. Buenos Aires: Revista Digital, ano 7, n35, abril de 2001.

Resumo

Neste estudo, a leitura dos aspectos emocionais segue uma tendência psicanalítica. A psicanálise, ciência criada por Freud, é um método de tratamento e de investigação da vida psíquica do sujeito que privilegia os aspectos inconscientes. Embora ela se apresente como algo novo dentro do campo desportivo é perfeitamente possível sua integração enquanto trabalho complementar de treinamento.

Basta dizer que um dos princípios psicanalíticos tem como pressuposto a busca do sujeito pelo prazer e a fuga do desprazer como resultado das representações associadas às lembranças de experiências agradáveis ou desagradáveis, positivas ou negativas que marcam o seu inconsciente e que reaparecem nas suas mais diversas ações inclusive na prática desportiva.

No desporto coletivo, alvo deste estudo, pensa-se numa estratégia de intervenção da psicologia que não esteja apenas calcada na modificação de comportamento mas que trabalhe, em primeira instância, com a subjetivação e particularidades de cada jogador, isso considerando que a posição ocupada em quadra não depende unicamente de uma questão estratégica mas também do que é subjetivo.

Unitermos: Desporto. Psicanálise. Psiquismo. Constituição psíquica. Ciência.

A psicanálise e outras teorias na prática desportiva

Mesmo considerando-se as diversas possibilidades de contribuição dos ramos da psicologia, muitos dos trabalhos (ou sua maioria) produzidos na área se encontram de acordo com as linhas objetivas propostas pelo enfoque comportamentista ou também da psicologia psicodinâmica. Segundo Feijó (1992),

“até o presente, a escola comportamentista tem sido aquela mais utilizada na psicologia aplicada ao esporte. Seu método principal tem sido o estímulo-resposta, o reflexo condicionado, os testes psicotécnicos. Do ponto de vista humano, o comportamentismo tem sido mecanicista com um pragmatismo mais preocupado com os resultados do atleta, do que com o bem estar total do atleta como pessoa” (p.116).

A linha comportamental trabalha com o desporto através de um esquema de adequação do comportamento pela premiação ou punição. Deste modo a mudança do comportamento, que acontecerá através de estímulos e respostas, erros e acertos, incentiva o comportamento adequado ou elimina o inadequado otimizando os atletas na busca da conquista desportiva. A psicologia comportamental é treinável e é neste ponto onde os técnicos, preparadores físicos e demais profissionais da área da ciência do treinamento encontram respaldo para a incluírem em seus trabalhos.

No desporto pode-se ainda encontrar as ciências que cercam a neurologia, como as teorias psiconeuroimunológica, psiconeuromuscular e também os trabalhos propostos pela neurolingüística. Em comum, todas trabalham com as questões de como os pensamentos e as emoções se relacionam com o sistema nervoso central e como isso pode afetar as demais estruturas fisiológicas e biológicas do organismo. Estas teorias se baseiam na repetição de pensamentos que produzem atitudes (cientificamente corretas) em prol de resultados positivos. Muito difundido no desporto está o treinamento autógeno, elaborado por Schultz (apud Weineck, 1999), que implica na concentração, relaxamento e auto-sugestão, levando o atleta a um estado hipnóide de grande relaxamento muscular. Para estes profissionais o treinamento autógeno tem importância na recuperação e restabelecimento da potência física e psíquica do desportista que se encontra esgotado. Já nos últimos anos tem se falado em Inteligência Emocional, linha proposta inicialmente por Daniel Goleman e Inteligências Múltiplas de Howard Gardner. O trabalho de inteligências “múltiplas” enfatiza a variabilidade do número de capacidades humanas, que se apresentam nas esferas identificadas em diferentes áreas do cérebro. Pode-se falar em inteligência lógica, musical, espacial, lingüística entre outras. Enquanto isso, a teoria de inteligência emocional se baseia na idéia de que toda pessoa é capaz de aprender a lidar de forma competente com suas emoções e administrá-las. Para ambas, é através de um treinamento mental orientado ou de um condicionamento mental que se atinge um patamar favorável no controle das emoções.

A psicanálise, ciência estruturada inicialmente por Freud e alvo deste estudo, trata de outros aspectos que também podem integrar e complementar o trabalho desportivo principalmente quando se fala das categorias menores ou na preparação física de muitos anos. Enquanto ciência não treinável tão pouco imediatista, a psicanálise tem em seu conjunto de atividades a busca do prazer e a fuga do desprazer como resultado das representações associadas às lembranças de experiências agradáveis ou desagradáveis, positivas ou negativas que se incluem no inconsciente do sujeito e que podem estar presente nas mais diversas ações desportivas. No âmbito desportivo a psicanálise se encontra na possibilidade de se privilegiar a repetição do inconsciente ao invés da repetição do movimento físico e mecânico, enfatizando-se principalmente as questões relativas ao desejo e ao prazer como princípios que constituem o sujeito e suas influências na prática desportiva. Cada um possui uma história única e particular; e no percurso da construção desta são priorizadas algumas escolhas em troca de outras. O que acontece é que quando se faz uma escolha algo é deixado de lado gerando um sofrimento pelo que foi abandonado. Escolher entre isto ou aquilo são situações que se repetem durante a existência do sujeito e que permanecerão, enquanto representações, no inconsciente. Para Lapierre (1984)

“durante toda a nossa vida repetimos, sob diferentes formas, os mesmos comportamentos, mesmos se eles se revelarem inadaptados nas circunstâncias do momento. As condutas do insucesso são uma ilustração evidente disso” (p.56).

Ou seja: o inconsciente se repete e se traduz num modo de ser do sujeito, é a janela por onde ele vê o mundo. No desporto esta repetição também se manifesta. Um atleta vai lidar com as pressões da torcida da mesma forma como ele lida, por exemplo, com as pressões exercidas pelos seus pais ou pela escola, porém, o sujeito só pode se dar conta deste fato quando ele é falado, já que estas repetições sempre acontecem de forma involuntária.

Constiuição psíquica e desporto

O corpo no desporto pode ser considerado o acúmulo de experiências motoras provenientes de estímulos internos e externos, cuja suas manifestações físicas serão as somatórias dos princípios de prazer ou desprazer provenientes de diversos momentos da vida do atleta e aparecerão constituídas das inúmeras técnicas de controle corporal. Em um determinado momento desportivo estas manifestações podem se expandir em representações simbólicas e modificar as relações entre o atleta e o desporto, principalmente quando se trata do sucesso ou fracasso das ações desportivas. Portanto, para se entender como as questões psicanalíticas interferem na prática desportiva é necessário caracterizar o crescimento do corpo físico e a constituição psíquica do atleta. A psicanálise, ciência que inventa o inconsciente, trabalha com a constituição psíquica do sujeito, que não cresce linearmente e que se propaga até o fim da vida. Para esta ciência o sujeito “se constitui e se institui, não se desenvolve, se estrutura; em troca, o corpo se constrói e se desenvolve, matura e cresce” (LEVI, 1996, p.20). Esta é a diferença mais significativa entre o corpo físico e o psiquismo. Enquanto o primeiro cresce linearmente até determinado ponto, o outro por sua vez se constitui de marcas que vão sendo adquiridas durante a vida e que não cessam nunca.

No treinamento desportivo ficam evidentes as limitações do organismo biológico do atleta e é por isso que se fala em idade ótima para determinada prática desportiva de um corpo que se desenvolve e que pode ser treinado a fim de se aprimorar suas capacidades físicas. O mesmo não acontece com o psiquismo que não é treinável, nem ao menos condicionado, simplesmente porque ele se constitui de marcas adquiridas não possuindo níveis, estágios, ou algo semelhante para ser atingido. Ele se estrutura e se estabelece enquanto linguagem, ou seja,

“só existimos – no sentido existencial – na medida em que temos a sensibilidade de nos comunicar com os seres e as coisas que nos cercam, o que é de um lado estabelecer relações significantes com o nosso corpo, suas sensações e suas produções; e de outro com o que é exterior a ele. O estabelecimento destas relações depende antes de mais nada do desejo e do prazer de comunicar.” (Lapierre, 1984, p.55)

Para a psicanálise o corpo só existe em função do outro, mais precisamente pelo olhar do outro, que toma, pega, puxa, engancha (Sousa, s/d.). Segundo Cabas (s/d), desde o nascimento e durante toda a infância o sujeito é objeto de todo tipo de manipulação de seu corpo pelos outros. Esta “manipulação” começa mesmo antes do bebê nascer sendo caracterizada pelos desejos de seus pais. Seu nome é escolhido, seu lugar é determinado e expectativas são projetadas para ele. O corpo só deixará de ser um “pedaço de carne” para se constituir em um corpo próprio quando ele passar a ser simbolizado, isto quer dizer, nomeado e instituído pela linguagem e passar a ser a sede de representações psíquicas. Segundo Pamponet & Gerbase (s/d), o corpo psicanalítico é simbólico e portanto habitado pela linguagem, ou seja, é através da aquisição da linguagem que as experiências corporais tornam-se significativas, se codificam e se estruturam. O sujeito precisa reconhecer aquele corpo como sendo o seu corpo, e ele só poderá fazê-lo através da linguagem, ou seja: estas pernas longas e finas me pertencem, este sou eu. Desta forma, pode-se contextualizar o corpo em dois planos: um instrumental, que se desenvolve organicamente; e outro, involuntário, espontâneo e sob a ação do inconsciente que, segundo Lapierre (1984), é parte integrante da experiência afetiva e emocional, necessariamente ligada às pulsões, às proibições, aos conflitos relacionais e principalmente se encontra num modo de agir espontâneo cuja significação simbólica não pode ser ignorada.

Como já foi dito anteriormente, é através dos desejos e dos prazeres (ou não prazeres) que o sujeito se constitui. O sujeito orgânico possui necessidades fisiológicas como fazer xixi, comer e dormir. Ao satisfazê-las ele cessa suas necessidades; contudo elas estarão sempre associadas à uma pessoa: fazer xixi quando a mãe o leva ao banheiro; comer o arroz e feijão somente feito pela vovó ou dormir só com as histórias do papai. Isto quer dizer que uma criança sempre demanda algo que vai além de sua pura necessidade. Demanda amor, reconhecimento, atenção e carinho de um outro. É de acordo com suas demandas, respondidas ou não, que a criança se constitui psiquicamente. Há sempre algo que vai organizá-la em torno do que ela é, que marcará sua particularidade e legitimará sua subjetividade, o desejo que é sempre inconsciente e todas as pessoas correm atrás dele, ao longo de suas existências, em busca de realizá-lo. Motor do psiquismo e da vida, ele é constituído pela falta, ou seja, por aquilo que faltou para a criança; e por ser originário desta falta não há realização plena mas haverá, sempre, uma procura porque sem desejo o sujeito morre.

Discussão

No desporto atual existem papéis a serem desempenhados pelos seus integrantes, sendo que a atividade física requer funções musculares, respiratórias e cardíacas que estão ligadas diretamente às questões subjetivas uma vez que dentro do desporto há diversas componentes que as intensificam como desafiar, atacar, defender, fintar, partir, chegar, ultrapassar ou mesmo revidar. Atualmente é esta subjetividade intrínseca ao desporto tem levado muitos profissionais a repensarem seus métodos de treinamento e a reavaliarem suas filosofias de trabalho. Estes profissionais reconhecem que o desempenho atlético do desportista será fornecido, não só pelo treinamento físico, mas também através de um trabalho psicológico integrado. Aprender a jogar de maneira inteligente passa a ser tão ou mais importante quanto ensinar aos jogadores a especificidade do desporto. As propostas são variáveis, e seguem caminhos diversos. Phil Jackson, técnico do Chicago Bulls (equipe da NBA) e autor do livro “Cestas sagradas: lições espirituais de um guerreiro das quadras” (1997), acreditou na filosofia zen e a incluiu em seus treinamentos alcançando resultados surpreendentes. Phil Jackson (1997) recorreu ao zen para trabalhar “coisas” que ele achava importante que estivessem sempre presentes em um grupo desportivo (no caso, o basquetebol). Para isso ele foi experimentando diversas práticas espirituais e psicológicas que ele gostaria de associar ao basquetebol; e neste ponto, ao mesmo tempo em que tentava introduzir as questões do não-egoísmo proveniente da filosofia zen, utilizou-se de diversas técnicas (ou artifícios) como a meditação, a visualização, o relaxamento e também se serviu de livros (emprestados aos atletas) e de sessões de filmes, para sublinhar algumas coisas que eram necessárias numa equipe desportiva.

Neste trabalho, uma tentativa de integrar alguns conceitos da psicanálise na prática desportiva, acredita-se no quanto de contribuições à psicanálise pode levar à prática desportiva, principalmente quando se fala em jovens em formação. A utilização de estratégias diversificadas também se fazem necessárias e são artifícios que facilitam as manifestações de subjetividade do atleta. Assim, deixar o desportista falar (estratégia a serviço da subjetividade) e propiciar espaço para que verbalize suas sensações, suas razões e suas experiências corporais, contribui para evidenciar a significação simbólica dos comportamentos motores espontâneos. Além disso, segundo Rocha (s/d), o recurso de outras técnicas mediadoras, quando bem conduzidas, podem permitir uma reativação das marcas, permitir uma estrutura e ajudar o sujeito a advir. Isso considerando que a constituição psíquica do sujeito se dá através de marcas adquiridas desde o nascimento e que nunca cessam. Neste sentido, o corpo, como linguagem, não seria somente um meio de expressão; mas sim um receptáculo de marcas de estímulos internos e externos que mesmo quando ainda o sujeito não se encontrar constituído inscrevem a harmonia, desarmonia, frustrações e satisfações. (Reforça-se aqui que tais marcas podem intervir positiva ou negativamente na prática desportiva). Este deixar falar ou este verbalizar tudo em alguns momentos se traduz, neste estudo, numa associação livre como recurso metodológico de leitura psicanalítica. É deixando livre o curso das associações que o sujeito poderá estabelecer novas conexões, no caso, do contexto desportivo.

Se para a psicanálise a idéia está em se trabalhar no nível do próprio corpo (que é simbólico e se apresenta pela linguagem) e na espontaneidade de suas reações, ao se utilizar artifícios que permitam a verbalização, possibilita-se também um reajustamento das próprias manifestações psíquicas, isso porque através desta verbalização o adolescente terá a chance de se deparar com seus conflitos, atualizando-os ou ressignificando-os, transformando as experiências que se manifestam através dos comportamentos simbólicos que dela decorrem e que não fazem senão exprimi-los. Este verbalizar fortalece também a equipe, uma vez que, com um campo livre para a manifestação de desejo (que estrutura qualquer relacionamento), o jovem perde, aos poucos, o medo do outro, do julgamento do outro, do temor de não ser aceito. Se além de um corpo instrumental, existe toda uma organização tônica involuntária, espontânea, parte integrante da experiência afetiva e emocional ligada ao inconsciente e dotada de uma significação simbólica que não pode ser ignorada; a aceitação de um corpo pulsional, local de prazeres e desejos e a significação simbólica dos comportamentos motores espontâneos não pode deixar de despertar resistências que não tardam a se manifestarem e influenciarem a prática desportiva.

Segundo Lacombe (s/d), as manifestações do corpo se apresentam na raiz de qualquer fala já que ele, em si próprio, também é uma linguagem. Se por um lado, um campo livre para a manifestação dos desejos dos jovens se esbarra na autoridade institucional; por outro, a presença do mesmo, acolhe o discurso cotidiano, de maneira a focalizar suas brechas, esperando a emergência do inconsciente. Assim, o diálogo e a expressão verbal, que são da ordem do simbólico, vão ajudar a estruturar uma vivência emocional que se arriscaria em permanecer muito informal. Segundo Lapierre (1984), quando se permite uma produção espontânea das pulsões ou uma produção imaginária inconsciente com a qual não se tem contato direto e, conseqüentemente, da qual não se pode ser considerado responsável, o sujeito fica livre em sua decisão e assume completamente a responsabilidade de seus atos.

Considerações finais

Acredita-se que um maior envolvimento dos profissionais com as questões psíquicas relacionadas à prática desportiva, principalmente no que diz respeito às categorias de base, técnicos e professores poderiam evitar as falhas decorrentes da especialização precoce que geralmente é o responsável por ocasionar várias frustrações e conseqüente abandono do desporte pelo jovem atleta. Se para Phil Jackson (1997), a primeira providência de um técnico está em formular uma visão para o time, que pode ser elevada, mas não impossível, devendo levar em consideração não apenas o que se quer, mas como chegar a algum lugar, neste estudo, o principal ponto está em manter a prática desportiva prazerosa, respeitando-se a individualidade de cada um, sendo que o importante está focalizar um corpo que produz comportamentos dotados de significação simbólica e ligados às experiências espontâneas vivenciadas em sua relação com o outro, com o mundo e dotadas de um imaginário inconsciente que condiciona toda uma vida relacional. Entende-se por fim, que se torna necessário para a evolução do processo desportivo, em qualquer nível, preocupações com as ciências humanas, inserindo-as no contexto de forma a constituir um saber não só calcado nos valores práticos tão pouco conduzido pelo vencer.

Referências bibliográficas
BUCETA, Jose María. Psicología del entreinamiento deportivo. Digital http://www.cop.es/colegiados/T-00849/jmbuc2.htm; 1998.
CABAS, Antonio Godino. Do gozo dos corpos. In: Agenda de Psicanálise 2. Rio de Janeiro: Relume & Dumará, s/d. (17-19).
CRATTY, Bryant J. Psicologia no Esporte. Trad. de Oliva Lustosa Bergier. 2a ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1984.
ENDERLE, C. A questão da identidade e da crise. In: Psicologia da Adolescência. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988 (23-26).
FEIJÓ, Olavo G. Corpo e movimento: uma psicologia para o esporte. Rio de Janeiro: Shape Ed. e Promoções, 1992.
GARCIA, Célio. O corpo e suas mucosas. In: Agenda de Psicanálise 2. Rio de Janeiro: Relume & Dumará, s/d. (19-23).
JACKSON, P. & DELEHANTY, H. Cestas Sagradas: lições espirituais de um guerreiro das quadras. Trad. de Anna Maria Lobo. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
LACOMBE, Fábio P. O corpo, a psicanálise e o cotidiano. In: Agenda de Psicanálise 2. Rio de Janeiro: Relume & Dumará, s/d. (23-25).
LAPIERRE, A. & AUCOUTURIER, B. Fantasmas Corporais e a prática psicomotora. Trad. de Regina Soares e Sonia A. Machado. São Paulo: Editora Manole, 1984. (9-40)
LEVI, Esteban. A clínica interdisciplinar em crianças com transtornos na estrutura e no desenvolvimento. Amarelinhas, Curitiba, 3 (3): 20-29, ago. 1996.
PAMPONET, Reinaldo & GERBASE, Jairo. Corpo de fala. In: Agenda de Psicanálise 2. Rio de Janeiro: Relume & Dumará, s/d. (35-38).
SALAFIA, Anabel G. O corpo fora do discurso: formações do órgão irreal da libido. In: Agenda de Psicanálise 2. Rio de Janeiro: Relume & Dumará, s/d. (13-16).
SOUZA, Aluísio Moreira de. O corpo em psicanálise. In: Agenda de Psicanálise 2. Rio de Janeiro: Relume & Dumará, s/d. (11-12).

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2 comentários em “A psicanálise enquanto elemento das Ciências Desportivas

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  1. Excelente artigo! A Psicanálise ainda está ganhando espaço, mas tem crescido cada dia mais. Quando fiz minha pesquisa, era raridade encontrar textos nessa abordagem.
    Mas devo agradecer a você, Fernanda, o sopro de ânimo quando eu já ia quase desistindo da minha pesquisa, por não encontrar material para leitura, a não ser, à época, o inesquecível artigo “O futebol que driblou o sujeito e emplacou o objeto”, que me encantou e animou. Entrei em contato com vc naquela época e vc ainda me deu uma sugestão ótima. Eu estava procurando um ex-atleta para entrevistar e não sabia por onde começar a procurar, quando vc me deu a ideia do Tostão. Falei com ele e qual não foi minha surpresa quando ele respondeu positivamente e disse que aceitou me dar a entrevista justamente pque minha abordagem era a psicanalítica – foi a primeira vez em que isso pareceu uma vantagem!
    Tudo foi se encaixando e acabou saindo a pesquisa, que foi sofrida, mas valeu muito a pena, a perna, o coração… O resultado, consegui publicar em forma de livro no ano passado, e só tenho a lhe agradecer por ter mantido a chama (não olímpica, mas do meu alento) acesa. “Psicanálise no Esporte”, foi publicada pela Drago Editorial, e ainda dá seus primeiros passos.
    Muito obrigada pelo seu belo trabalho e por sua inestimável colaboração!

    http://www.livrariadragoeditorial.com/products/psicanalise-no-esporte-adriana-fayad-campos/

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